A noção de tempo surge como uma explicação constante e recorrente para um paradoxo que experimentamos ao nos percebermos em um presente contínuo que se transforma a cada pulso sincrônico de nossas sinapses cerebrais.
Observamos este momento estático, único tempo em que vivemos, pois não há passado em nossa experiência, apenas na lembrança que conservamos como a explicação da experiência.
E nada muda pois este momento presente é absolutamente sempre o mesmo, sem futuro pois este é apenas uma projeção presumida de acontecimentos que supomos a partir dos vetores de explicação que conservamos para nossas vidas.
Este presente momento estático do instante contínuo que permanece e muda sem se alterar enquanto se transforma, se conservando nesta transformação e se transformando nesta conservação, a isto chamo tempo, e nada mais!
